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PE FAUSTO MORRE EM DEFESA DOS MAIS FRACOS

E
neste clima perigoso que os missioná¬rios do PIME decidiram
trabalhar em defesa da vida. Pé. Fausto Tentório (59),
de naciona¬lidade italiana, há 32 anos trabalhava na
ilha de Mindanao em meio à tribo Manobo, uma tribo ameaçada
de extinção devido à ocupa¬ção
de suas terras e à exploração de minérios.
Em
sua ação pastoral, além de celebrar sacra¬mentos
e realizar a catequese, empenhava-se em garantir a sobrevivência
e os direitos desta população, marginalizada e abandonada
pelo poder público.
A
sua "voz profética" foi silenciada no dia 17 de
outubro de 2011 em frente a sua casa. Naquela segunda feira de manhã,
Pé. Fausto tinha acabado de celebrar a Santa Missa e se preparava
para entrar no carro e dirigir-se a um encontro com o bispo e o
clero local. Foi quando de surpresa parou uma motocicleta com dois
rapazes de capacete. Sem nenhum diálogo, o carona disparou
à queima-roupa mirando sua cabeça. As pessoas que
ainda es¬tavam na Igreja saíram correndo e o encon¬traram
caído no chão, todo ensanguentado. Já estava
morto, enquanto os dois assassinos impunemente fugiram em sua motocicleta.
A
polícia técnica declarou que "o assassinato do
Pé. Fausto foi obra de criminosos profissio¬nais e não
de delinquentes improvisados...............
Nenhum missionário do PIME deseja ser herói, mas todos
que¬rem ser fieis a sua vocação missionária.
Pouco tempo atrás. Pé. Fausto tinha escrito e assinado
o seu Testamento no qual afirmava reconhecido a Deus pelo grande
dom da vocação missionária.
Estou
consciente que a mesma comporta a possibilidade;de ser envolvido
em situação de risco gra¬ve para a minha saúde
e a incolumidade pessoal, pôr causa das epidemias, sequestros,
assaltos e guerras e até mesmo a eventualidade de uma morte
violenta. Tudo isso eu aceito com confiança das mãos
de Deus e ofereço a minha vida a Cristo e à difusão
do seu Reino.
(De Missão Jovem Janeiro-Fevereiro 2012- Pe Antonio Carlos
Nunes)
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